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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Dacninae
 Sundevall, 1836
Espécie: D. nigripes

Nome Científico

Dacnis nigripes
Pelzeln, 1856

Nome em Inglês

Black-legged Dacnis


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Quase Ameaçada

Fotos Sons

Saí-de-pernas-pretas

A saí-de-pernas-pretas é um Passeriforme da família Thraupidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) daknis = tipo de ave do Egito, mencionado por Hesíquio e pelo gramático Pompeu Festo; do (latim) nigri = negro, preto; e pes = pés; negripes = pés pretos. ⇒ Ave com pés pretos.

Características

Os machos são azul-turquesa com uma mancha preta na garganta, máscara ocular curta preta e manto superior em forma de triângulo na cor preta. As asas em sua maioria são negras com grandes franjas azuis, suas pernas, olhos e bico são pretos. O macho do Saí-de-pernas-pretas é muito semelhante ao macho de Saí-azul (Dacnis cayana), mas este possui área preta mais extensa na parte de trás e na garganta, e pernas rosadas.
A fêmea possui as asas de cor marrom-esverdeada, sua cabeça é azul, peito e ventre é marrom pálido, a rabadilha é azul, da mesma cor da cabeça.
Os imaturos da espécie (Dacnis nigripes) são muito semelhantes às fêmeas, apresentando quase a mesma coloração destas.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Alimentação: frutos, pequenos insetos e néctar.

Reprodução

Tem em média 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.

Hábitos

Está é uma típica espécie pequena, pouco comum, sendo observada nas primeiras horas da manhã em pequenos grupos. Pode ser vista em alguns anos, mas não em outros. Vive em matas e suas bordas, clareiras e bordas de capoeiras.

Dacnis nigripes é vista mais associada aos bandos de Tangara cyanocephala (saíra-militar), enquanto que Dacnis cayana (saí-azul) aos de Tangara seledon (saíra-sete-cores). Era muito comum nas décadas de 70 e 80 no litoral paulista e ao redor da capital, mas sua ocorrência diminuiu drásticamente. Na região de Suzano e Ribeirão Pires na Grande São Paulo, era comumente vista até o início da década de 90, em bandos mistos com Tangara cyanoventris (saíra-douradinha), e Tangara desmaresti (saíra-lagarta), alimentando-se nas grandes plantações de caquis e pêssegos, existentes na área. Marcos Massarioli 2009/02/20 16:07

Distribuição Geográfica

Ocorrência Geográfica: ES,RJ,MG,PR,SP e SC. Endêmico da Floresta Atlântica.

Referências

Galeria de Fotos